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13/01/15 - Onde está o dinheiro para desenvolver hotéis?

Um dos principais assuntos entre as conversas de operadores hoteleiros e incorporadores é a dificuldade na captação de recursos para implantar e desenvolver empreendimentos no setor. Esta é uma das principais diferenças existentes no mercado hoteleiro nacional se comparado a outros países de economia avançada.

Em países como Estados Unidos e também na Europa, o próprio projeto é utilizado como garantia para as opções de financiamento bancário. O empresário adquire um terreno ou propriedade, elabora o projeto, solicita um financiamento bancário e por fim completa seu funding com recursos de investidores institucionais principalmente privados. Mantendo-se no projeto até efetuar a venda do empreendimento para algum investidor qualificado como fundos de pensão, fundos imobiliários ou family offices que buscam a renda de longo prazo. No entanto, o seu lucro estará condicionado a estruturação do projeto e seu constante desempenho nas operações hoteleiras. 

“No Brasil ainda caminhamos para evoluir o mercado hoteleiro. As dificuldades de financiamentos e a falta de incentivos no país são hoje o principal entrave para a expansão deste setor”, afirma Robinson Silva, diretor de hotéis do Global Real Estate Institute (GRI). As práticas mais comuns para a captação de recursos visando a implantação de empreendimentos hoteleiros no Brasil acontecem de duas formas, através da venda de quartos ou cotas no mercado imobiliário ou uso de capital próprio.

Com a chegada de novos operadores internacionais e o interesse de fundos imobiliários e de private equity no país, iniciamos um novo processo que poderá trazer o amadurecimento para a indústria, mas é preciso estar preparado, elaborando projetos consistentes. Este é o principal desafio neste setor estritamente pulverizado, onde cerca de 85% dos empreendimentos hoteleiros no país são independentes, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE 2013.

Para Robinson Silva, os incorporadores em sua maioria podem elevar o VGV (valor geral de venda) de muitos empreendimentos se estudarem a ótica da hospitalidade como fator que agregará valor ao projeto. Exemplos diversos podem ser encontrados, como a volta de incorporações de Mixed Use, o próprio residencial com serviços, students house e até a hotelaria hospitalar como alternativas para elevar a receita final dos empreendimentos.

Visando fomentar negócios e proporcionar a troca de experiências entre investidores, incorporadores e operadores hoteleiros, o Global Real Estate Institute (GRI) promoverá em São Paulo uma conferência internacional que visa discutir oportunidades no setor, atuando como plataforma de relacionamento para a expansão da hotelaria no Brasil.

O GRI Hotéis ocorrerá nos dias 24 e 25 de Junho de 2015 no Hotel Pullman Ibirapuera, reunindo os líderes do mercado atuantes no Brasil e contará como conselho consultivo os players: Accor, Marriott International, Hilton Worldwide, InterContinental Hotels Group, Hyatt, Host Hotels & Resorts, Starwood, Átrio Hotéis, Four Seasons, Hemisfério Sul Investimentos, Brazil Hospitality Group e Iron House. 

Sobre o GRI:

Global Club originário de Londres, atuante em mais de 18 países e no Brasil está desde 2010 reunindo os líderes do mercado de Real Estate como investidores, incorporadores e desenvolvedores. Promove reuniões e encontros qualificados em cidades como Londres, Paris, Frankfurt, Dubai, St. Moritz, Istanbul, Johannesburg, São Paulo, Madrid e Shanghai.

Fundada em 1998 por Henri Alster. http://www.globalrealestate.org/

Website: http://griclub.org/

Fonte: Portal R7
 
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